sábado, 29 de novembro de 2008

POEMA

E por vezes as noites duram meses

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

David Mourão-Ferreira

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Lennon Elogiado pelo Vaticano

"L´Osservatore Romano, o conhecido jornal do Vaticano, deu grande destaque à notícia, que logo repercutiu no mundo: a Santa Sé perdoou os Beatles.
Em 1966, dois anos antes do lançamento do Álbum Branco, John Lennon deu a polêmica declaração: os Beatles eram mais populares do que Jesus Cristo. E acrescentou que não sabia o que iria terminar primeiro, o cristianismo ou o rock.
Celebrando os 40 anos das conhecidas canções do Álbum Branco, ouvido no mundo inteiro e com toda a certeza em muitos aposentos do Vaticano nessas quatro décadas, o artigo põe a famosa banda nas nuvens, enaltece John Lennon e perdoa a boutade do rapaz talentoso e pobre, nascido e criado em Liverpool, uma espécie de São Bernardo do Campo da Inglaterra. (que condescendentes e paternalistas)
O Vaticano demora a fazer certas coisas. Agora perdoou um artista. No pontificado de João Paulo II perdoou o cientista Galileu Galilei."

Será que ainda vai perdoar todos aqueles queimados nas Fogueiras e mortos nas torturas da Inquisição?

Muito Lento, mas eficiente, o Vaticano tem ainda, infelizmente, um poder cortejado pela maior parte dos dirigentes no mundo inteiro, mesmos aqueles que estão à cabeça de estados laicos, uma vergonha!

Quem é que estes transvestidos de rendas e lingeries, homosexuais e pedófilos, chantagistas da vida e da morte pensam que são?
Que merda de poder é qe pensam que têm para poder condenar ou perdoar?
Jonh Lennon se fosse vivo estar-se-ia 200% borrifando do perdão papal, até porque o que ele afirmou é a pura da verdade.
Os Beatles foram mais populares do que Jesus Cristo!
Quanto ao que vai acabar primeiro, o cristianismo ou o rock, voto no 1º.
Afinal todos nós recordamos a Letra de "Imagine"
Imagine there's no heaven,
It's easy if you try,
No hell below us,
Above us only sky,
Imagine all the people living for today...
Imagine there's no countries,
It isnt hard to do,
Nothing to kill or die for,
No religion too,
Imagine all the people
Living life in peace...

Imagine no possessions,
I wonder if you can,
No need for greed or hunger,
A brotherhood of men,
imagine all the peopleSharing all the world...
You may say I'm a dreamer,
but Im not the only one,
I hope some day you'll join us,
And the world will live as one


É preciso (e FUNDAMENTAL) não esquecer nunca, que estes tipos do vaticano,
apesar de estarem sempre a condenar publicamente a guerra e a violência, não perdem uma ocasião para abençoar, benzer e encomendar a Deus, Misseis Balisticos, Porta-aviões, Bombardeiros etc. etc. em cerimónias por eles elaboradas e controladas.










segunda-feira, 24 de novembro de 2008

IT WAS FORTY YEARS AGO TODAY!





Que o genial álbum de rock and roll foi posto à venda.
Estávamos a 22 de Novembro de 1968.
The Beatles by the Beatles, ou álbum branco, como ficou conhecido na gíria da cultura pop, é uma obra-prima em dois discos que não pode ser etiquetada com nenhuma concepção de rock existente (então ou agora), pois apesar de caótico e esfusiante marcou o fim de uma era e o inicio de outra (foi a banda sonora individual e colectiva de milhões na civilização ocidental durante muitos meses) lançando muitas das bases para a música actual.
Ainda hoje em dia muitos músicos tentam capturar a atmosfera e a respiração que o álbum branco transmite, pois ele continua a ser um dos poucos álbuns que tem um pouco de tudo e para todos: do rock and roll ao estilo Beachboys em Back in U.S.S.R. passando pelo 1º Reggae Ob-La-Di, Ob-La-Da até à última faixa Goodnight está repleto de uma magia apetecível e persistente, que parece aumentar a cada nova audição.
It's all to much.
No quadragésimo aniversário ponham-no a tocar com o volume bem alto e curtam outra vez os sons do Álbum Branco.



But when you talk about destruction
Don’t you know that you can count me out

You say you’ll change the constitution
Well, you knowWe all want to change your head

You tell me it’s the institution
Well, you knowYou better free you mind instead

domingo, 23 de novembro de 2008

CHAMPAGNE
acrílico sobre tela 3D
80 x 80 cm

Dumoc

OLÁ


Eu sou Dumoc!

Nem sempre fui Dumoc, mas agora sou Dumoc!

No mesmo dia em que me apercebi que, ao me envolver com as banalidades da vida no dia-a-dia, se tinha tornado num acto desafiante à morte, ouvi pela primeira vez a voz de Dumoc.

Não há nada mais desolador e patético do que, o Ser que, quando acredita, não acredita que acredita e quando não acredita, não acredita que não acredita.

Felizmente acreditei na voz do Dumoc!

Por isso subi ao 1º andar, fui vê-lo e por sorte fi-lo sorrir o que me fez sorrir também.

De seguida tornei-me amigo de Dumoc. Depois num grande amigo de Dumoc e mais tarde tornei-me no próprio Dumoc.

A trindade formada por Dumoc, o anterior eu e nós - Dumoc and me - é a coisa mais misteriosa e multi-dimensional, contudo tão simples e una, que aconteceu nesta parte do Universo, desde que a consciência tomou consciência da sua própria existência.

Com este novo passo, iniciado no 1º degrau que conduziu ao 1º andar onde antes habitava Dumoc, desencadearam-se os processos e os acontecimentos que produziram esta admirável e quase metafísica unidade tripla.

De imediato se verificou (porque se conheceu) e ao ser possível, pois que verificada, provada e comprovada através do método científico, a Autodeterminação e o Livre Arbítrio passaram, como sua própria condição de existência, a excluir toda e qualquer intervenção, por parte das Divindades Criadoras deste Universo.

O que já estava criado permanece criado
Nova criação só partindo de Dumoc.




ERRATA

É possível que este blogue tenha
 qualquer errata,Para o verificar,
 porém, teria que me dar ao tra-
balho de o ler. Ora, eu sou autor
 deste blogue, não sou leitor... Se
 o escrevesse para mim, não o
 entregava aos outros...